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29/04/2004 11:58
Marcelo Anthony faz mais uma vítima no Rio
Não! Não é novela! É tudo real!
Qual de nós, cariocas ou não, conseguiu desviar a atenção da Favela da Rocinha, nessas últimas semanas? Qual de nós conseguiu ficar impassível a essa nova explosão de violência na Cidade Maravilhosa?
Tudo começou em plena Semana Santa ( Deus tenha piedade de nós ), quando bandidos de uma outra favela, tencionando invadir e controlar o tráfico da Rocinha, realizaram uma falsa blitz para roubarem os carros que seriam usados nessa ação.
Vocês devem se lembrar, também, que foi a partir dessa mesmíssima falsa blitz, que o Brasil se familiarizou com mais um rosto, se familiarizou com mais uma história de família destruída pela violência, se familiarizou com mais essa estupidez.
A mais nova vítima da violência no Rio tinha um nome, uma identidade, um marido, um filho de 7 anos... Tinha uma vida! Mas, não tem mais! Seu nome era Telma Veloso, tinha 38 anos, era de Minas Gerais, e morava no Rio há apenas 3 meses.
Telma foi alvejada por um tiro de fuzil quando, assustada, acelerou seu carro, numa tentativa desesperada de escapar dos bandidos. E nós, no Brasil inteiro, passamos a semana a contemplar o seu lindo rosto, num retrato que foi divulgado pela imprensa. Rosto que, infelizmente, não será mais visto. Não será mais visto por nós, não será mais visto por seu filho, não será mais visto por seu marido, por seus amigos...
E quantos rostos já se perderam nessa guerrilha insana?
Lembram-se do rosto da menina Gabriela? Aquela, vitimada na estação do metrô? Quantos rostos ainda vamos perder?
Lembro-me bem que, logo depois da morte de Gabriela, foram organizadas no Rio várias passeatas pela paz. Apareceu até em novela!
É realmente uma coisa muito bonita de se ver! Toda a sociedade carioca unida pela paz, todos de camisa branca, caminhando no calçadão de Copacabana... Um monte de gente dando entrevista: autoridades, artistas, sociólogos, políticos e demais formadores de opinião... E tudo isso seria muito válido... se logo depois da passeata, esses mesmos figurões abdicassem de acender aquele inocente cigarro de maconha, que fumam pra relaxar.
Tá na hora de acabar com a hipocrisia!
As drogas não brotam do chão do Rio de Janeiro!
Elas entram pelas fronteiras debilmente guardadas pelos militares e pela Polícia Federal. E que, chegando ao Rio, são vorazmente consumidas por esses mesmos bacanas que choram não ter segurança para as suas famílias. Gente, não adianta fazer passeata de camisa branca enquanto não se parar de cheirar pó e fumar maconha!
E o ator Marcelo Anthony? Além de maconheiro é burro! Onde já se viu comprar maconha com o próprio cheque? Nem deu pra disfarçar!
O Anthony, além de maconheiro e burro, é assassino! O dinheiro que ele dá na maconha (seja aqui ou em Porto Alegre), é usado pra comprar fuzis e balas, como as que mataram Gabriela e Telma.
O chato nisso tudo é que Anthony virou bode expiatório e referência de maconheiro famoso em qualquer rodinha de bate-papo. Quando, na verdade, sabemos que no meio artístico tudo é motivo pra se expandir a mente com um cigarrinho de maconha.
Gente, no dia em se deixar de consumir drogas no Rio de Janeiro, o comércio acaba. Como com qualquer outro produto legalizado! Será que esse dia vai chegar?
Ou, então, que se legalize logo o pó e a maconha! E que se venda, como se vendem o açúcar e os cigarros comuns! Ao menos, haverá recolhimento de impostos! E que cada um responda, individualmente, pelo uso excessivo de um e de outra. Enquanto nada disso acontece, nós vamos nos esquivando das balas perdidas, financiadas por Anthony e sua turma.
Robson Cassimiro
enviada por Pierrot
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